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O NOME DE DEUS É SANTO

Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”. Este texto é encontrado nas Sagradas Escrituras no livro de Exodos, no capitulo 20 e versículo 7. A Bíblia na versão Linguagem de Hoje diz: “Não use o meu nome sem o respeito que ele merece; pois eu sou o SENHOR, o Deus de vocês, e castigo aqueles que desrespeitam o meu nome”. "santificado seja o teu nome"

A sociedade moderna – também incluída aqui a comunidade evangélica brasileira, com a estimativa de que agrega 50 milhões de evangélicos - tem quebrado, para a nossa tristeza e preocupação, o terceiro mandamento da lei mosaica, dado por Deus ao seu povo no deserto, através do libertador Moisés.

Infelizmente, constatamos que o povo “erra porque não conhece a Palavra de Deus” e que “honram com os lábios, mas o coração está longe do Senhor”. Vemos diariamente, em todos os meios de comunicação e na convivência comunitária, a falta de honra e a vulgarização do nome de Deus. A vulgarização leva à negligência. Importante salientar que a expressão 'em vão' do texto bíblico significa 'de forma frívola, leviana ou profana', ou ainda 'em falsas afirmações'.

Lembro-me das palavras do meu professor de Antigo Testamento e Introdução Bíblica no seminário, quanto ele descrevia que os escribas judeus que, antes de escrever o nome de Deus nos pergaminhos, se lavavam e purificavam por causa da santidade.

Como se pode quebrar esse mandamento? Sempre que o nome do Senhor é utilizado de forma incorreta e leviana, sem respeito, sem fé. Podemos afirmar categoricamente que a utilização vazia e sem conscientização do nome do Criador é quebra do terceiro mandamento. O Senhor é o centro de todas as principais obras de Teologia e de Dogmática.

Afinal, o Senhor é o centro da existência de todas as coisas, através dos seus atributos incomunicáveis e comunicáveis, dentre os quais a onipotência, a onisciência, onipresença, a imutabilidade, a justiça, a infinidade, a imensidade, a eternidade, a perfeição absoluta., a bondade, o amor, a graça, a longanimidade, a santidade.

O nome de Deus manifesta atributos sendo uma das maneiras que Ele se revela em suas relações com a sua Igreja, com o seu povo. O nome de Deus se multiplica em muitos nomes, que expressam os múltiplos atributos d”Ele - Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. Salmos 8.1. – Em outra passagem: “grande, o seu nome em Israel.” Salmos 76.1. Estes dois versículos são suficientes para provar que o nome de Deus é algo superior em excelência e honra, e não pode ser usado de qualquer jeito.

O nome de Deus pode ser usado? A resposta é sim, mas não em vão. Os nomes de Deus nos foram dados para que creiamos e honremos: “santificado seja o teu nome”; também para que invoquemos; para proclamarmos perante o mundo seus atributos; para sofrermos por Ele. E o que fazemos com Ele? Muitas vezes blasfemamos, usamos para amaldiçoar alguém, utilizamos de forma vazia, utilizamos em linguagem suja (ex.: em piadas, em expressões popularescas) e desagradável a Deus - Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. Efésios 4.29. Muitas vezes, mesmo nós que somos evangélicos utilizamos de maneira farisaica e formalista.

O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo? —diz o SENHOR dos Exércitos a vós outros, ó sacerdotes que desprezais o meu nome. Vós dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome? Malaquias 1.6. – Ouçamos o profeta! Não caiamos no erro de perguntar: em que desprezamos o Teu nome?

Acredito que uma das piores formas de transgredir o terceiro mandamento é quando utilizamos Seu nome de forma supersticiosa e mística. Como assim? Explico: há dois modos, o primeiro é mais aberto, o segundo é mais sutil. No primeiro caso, a transgressão em grande parte é praticada por evangélicos que usam o nome de Deus ou Seus atributos como uma palavra mágica que traz poder e proteção (ex.: em nome Senhor Jesus Cristo!, o sangue de Cristo tem poder! etc.). E o modo mais sutil é quando utilizamos o nome d’Ele sem santidade e reverência devida, sejam em pensamentos, palavras e escritos – alguns exemplos: quando abusamos do uso do Seu nome em adesivos, camisas, bonés, cadernos, cartões, chaveiros, botons, nomes de empresas, enfim, todo apetrecho vão, irreverente, profano e supersticioso; banalizamos o Seu santo nome de mil formas!

E a razão para não usarmos o Seu nome em vão, Deus mesmo nos dá: porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. Ele é o Senhor e nosso Deus, portanto o Seu nome não deve ser profanado nem abusado por nós. Embora você não seja censurado por milhões de evangélicos, Deus não deixará de disciplinar ou julgar sua prática abusiva. Quem não honra o Filho não honra o Pai. João 5 23.

Como vivemos o período que antecede a volta triunfal de Jesus Cristo, o Filho, quero chamar a sua atenção para a solene advertência da Biblia em Apocalipse 22:11: “Continue o injusto praticando injustiça, continue o imundo sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se”.

*Pastor Adilson Neves

 
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